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quarta-feira, 30 de maio de 2012



Época – Cristofobia / Artigo / Ayaan Hirsi Ali

 
Ayaan Hirsi Ali, de 42 anos, nasceu de uma família muçulmana na Somália e emigrou para a Holanda, onde foi parlamentar. Produziu o filme Submissão (2004), sobre a repressão às mulheres no mundo islâmico. É pesquisadora do American Enterprise Institute
 
Pouco denunciada, a opressão violenta das minorias cristãs nos países muçulmanos é um problema cada vez mais grave
 
Ouvimos falar com frequência de muçulmanos como vítimas de abuso no Ocidente e dos manifestantes da Primavera Árabe que lutam contra a tirania. Outra guerra completamente diferente está em curso - uma batalha ignorada, que tem custado milhares de vidas. Cristãos estão sendo mortos no mundo islâmico por causa de sua religião. É um genocídio crescente que deveria provocar um alarme em todo o mundo.
O retrato dos muçulmanos como vítimas ou heróis é, na melhor das hipóteses, parcialmente verdadeiro. Nos últimos anos, a opressão violenta das minorias cristãs tornou-se a norma em países de maioria islâmica, da África Ocidental ao Oriente Médio e do sul da Ásia à Oceania. Em alguns países, o próprio governo e seus agentes queimam igrejas e prendem fiéis. Em outros, grupos rebeldes e justiceiros resolvem o problema com as próprias mãos, assassinando cristãos e expulsando-os de regiões em que suas raízes remontam a séculos.
 
A reticência da mídia em relação ao assunto tem várias origens. Uma pode ser o medo de provocar mais violência. Outra é, provavelmente, a influência de grupos de lobby, como a Organização da Cooperação Islâmica - uma espécie de Nações Unidas do islamismo, com sede na Arábia Saudita - e o Conselho para Relações Americano-Islâmicas. Na última década, essas e outras entidades similares foram consideravelmente bem-sucedidas em persuadir importantes figuras públicas e jornalistas do Ocidente a achar que todo e qualquer exemplo entendido como discriminação anti-islâmica é expressão de um transtorno chamado "islamofobia"- um termo cujo objetivo é extrair a mesma reprovação moral da xenofobia ou da homofobia.
 
Uma avaliação imparcial de eventos recentes leva à conclusão de que a dimensão e a gravidade da islamofobia não são nada em comparação com a cristofobia sangrenta que atravessa atualmente países de maioria muçulmana de uma ponta do globo à outra. A conspiração silenciosa que cerca essa violenta expressão de intolerância religiosa precisa parar. Nada menos que o destino do cristianismo no mundo islâmico - e, em última instância, de todas as minorias religiosas nessa região — está em jogo.
Por causa de leis contra blasfémia a assassinatos brutais, bombardeios, mutilações e incêndios em lugares sagrados, os cristãos de muitos países vivem com medo. Na Nigéria, muitos sofrem todas essas formas de perseguição. O país tem a maior minoria cristã (40%) em proporção ao número de habitantes (170 milhões) entre todos os países de maioria islâmica. Há anos, muçulmanos e cristãos vivem à beira de uma guerra civil. A Nigéria é o recordista em número de cristãos mortos em ataques violentos nos últimos anos (leia o quadro na página 62). A mais nova organização radical é o grupo Boko Haram, que significa "educação ocidental é sacrilégio" e tem como objetivo estabelecer a lei islâmica (charia) em toda a Nigéria. Com esse propósito, afirma que matará todos os cristãos do país.
 
Só em janeiro, o Boko Haram foi responsável por 54 mortes. Em 2011,
seus membros mataram ao menos 510 pessoas e queimaram ou destruíram mais de 350 igrejas em dez Estados da região norte, de maioria muçulmana. Eles usam armas, bombas de gasolina e até facões, gritando "Allahu akbar" ("Deus é grande") enquanto atacam cidadãos inocentes. Até agora, têm se concentrado em matar clérigos, políticos, estudantes, policiais e soldados cristãos, assim como líderes muçulmanos que condenam suas atitudes.
 
A cristofobia que infesta o Sudão assume uma forma diferente. O governo autoritário do norte, muçulmano sunita, atormenta há décadas as minorias cristãs e animistas do sul. O que muitas vezes é descrito como guerra civil é, na prática, perseguição constante do governo a minorias religiosas. Essa prática culminou no vergonhoso genocídio de Darfur. O presidente muçulmano do Sudão, Ornar al-Bashir, foi indiciado pelo Tribunal Penal Internacional por três acusações de genocídio, mas a violência não terminou. A euforia dos cristãos pela semi-independência que Bashir concedeu ao Sudão do Sul, em julho do ano passado, já passou. No Estado do Cordofão do Sul, eles ainda estão sujeitos a bombardeios aéreos, assassinatos, sequestros de crianças e outras atrocidades. A ONU afirma que entre 53 mil e 75 mil civis inocentes foram deslocados de suas casas.
 
Os dois tipos de perseguição - realizados por grupos extragovernamentais ou por agentes do Estado - aconteceram simultaneamente no Egito pós-Primavera Árabe. Em 9 de outubro do ano passado, na região de Maspero, no Cairo, cristãos coptas marcharam em protesto contra uma onda de ataques muçulmanos - incêndios em igrejas, estupros, mutilações e assassinatos -que se seguiu à derrubada da ditadura de Hosni Mubarak. Os coptas representam cerca de 10% dos 83 milhões de egípcios. Durante o ato, as forças de segurança avançaram contra a multidão com seus caminhões e atiraram nos manifestantes, matando 24 pessoas e ferindo mais de 300. No fim do ano, mais de 200 mil coptas já haviam fugido de suas casas diante da expectativa de mais ataques. Com os muçulmanos no poder após as eleições legislativas, os temores parecem justificados.
 
O Egito não é o único país árabe que parece empenhado em acabar com a minoria cristã. Desde 2003, mais de 900 cristãos iraquianos (a maioria deles assírios) foram mortos por terroristas somente em Bagdá, e 70 igrejas foram queimadas. Milhares deixaram o país por causa da violência. A consequência foi a queda do número de cristãos para menos de 500 mil pessoas, metade da população registrada há dez anos. A Agência Assíria Internacional de Notícias, compreensivelmente, descreve a situação atual como um "genocídio incipiente ou limpeza étnica dos assírios no Iraque".
 
Os 2,8 milhões de cristãos que moram no Paquistão representam apenas 1,4% da população de mais de 190 milhões. Como membros de um grupo tão pequeno, vivem com medo constante não só de terroristas islâmicos, mas também das leis draconianas do Paquistão contra a blasfêmia. Há o famoso caso de uma cristã condenada à morte por supostamente insultar o profeta Maomé. Quando a pressão internacional convenceu o governador do Punjab, Salman Taseer, a tentar encontrar uma forma de libertá-la, ele foi morto por seu segurança, em janeiro de 2011. O guarda-costas foi considerado herói pela maioria dos clérigos muçulmanos preeminentes. Embora tenha sido condenado a morte no fim do ano passado, o juiz que impôs a sentença vive escondido, temendo por sua vida.
 
Casos como esse não são raros no Paquistão. As leis contra a blasfêmia são comumente usadas por muçulmanos criminosos e intolerantes para perseguir minorias religiosas. O ato de simplesmente declarar crença na Santíssima Trindade é considerado blasfêmia, pois contradiz as principais doutrinas teológicas islâmicas. Quando um grupo cristão é suspeito de desrespeitar essas leis, as consequências podem ser brutais. É só perguntar aos membros da entidade assistencial cristã World Vision. Seus escritórios foram atacados em 2010 por dez homens armados com granadas. Seis pessoas morreram e quatro ficaram feridas. Um grupo muçulmano militante assumiu a responsabilidade pelo ataque, sob a justificativa de que a World Vision estava tentando subverter o islã - na verdade, estava ajudando os sobreviventes de um grande terremoto.
Nem mesmo a Indonésia, muitas vezes retratada como o país de maioria muçulmana mais tolerante, democrático e moderno do mundo, está imune às ondas de cristofobia. Segundo dados divulgados pelo jornal americano The Christian Posf, o número de incidentes violentos cometidos contra minorias religiosas (7% da população, dos quais a maioria é cristã) aumentou quase 40% entre 2010 e 2011.
 
A litania de sofrimentos pode ser ampliada. No Ira, dezenas de cristãos foram presos por ousar fazer cultos fora do sistema de igrejas sancionado pelo governo. A Arábia Saudita merece ser colocada numa categoria própria. Apesar de mais de l milhão de cristãos morarem no país como trabalhadores estrangeiros, igrejas e até a prática privada de oração cristã são proibidas; para impor essas restrições totalitárias, a polícia religiosa frequentemente invade casas de cristãos e os acusa de blasfêmia em tribunais onde o testemunho deles tem menos importância jurídica que o de um muçulmano. Mesmo na Etiópia, onde os cristãos são maioria, igrejas incendiadas por membros da minoria muçulmana tornaram-se um problema grave.
 
Deveria ficar claro, a partir desse catálogo de atrocidades, que a violência contra os cristãos é um problema importante e pouco denunciado. Não, a violência não é planejada centralmente ou coordenada por alguma agência islâmica internacional. Nesse sentido, a guerra mundial contra os cristãos não é nem um pouco uma guerra tradicional. É uma expressão espontânea de uma animosidade anti-cristã por parte dos muçulmanos que transcende cultura, região e etnia.
 
Nina Shea, diretora do Centro pela Liberdade Religiosa do Instituto Hudson, de Washington, disse numa entrevista para a revista Newsweek que as minorias cristãs em muitos países de maioria muçulmana "perderam a proteção de suas sociedades". Isso é especialmente verdade em países com movimentos islâmicos radicais em ascensão. Nesses lugares, justiceiros muitas vezes sentem que podem agir com impunidade, e a falta de ação do governo frequentemente comprova isso. A antiga ideia dos turcos otomanos de que não muçulmanos em sociedades muçulmanas merecem proteção (ainda que como cidadãos de segunda classe) praticamente desapareceu em grandes porções do mundo islâmico. O resultado é derramamento de sangue e opressão.
Vamos, por favor, estabelecer prioridades. Sim, governos ocidentais devem proteger minorias islâmicas da intolerância. E é claro que devemos nos certificar de que eles possam cultuar, viver e trabalhar livremente e sem medo. A proteção da liberdade de consciência e expressão distingue sociedades livres das não livres. Mas também precisamos manter a perspectiva em relação à escala e à gravidade da intolerância. Desenhos, filmes e textos são uma coisa; facas, armas e granadas são outra totalmente diferente.
 
Sobre o que o Ocidente pode fazer para ajudar as minorias religiosas em sociedades de maioria muçulmana, minha resposta é: precisamos começar a usar os bilhões de dólares doados para ajuda aos países agressores como poder de barganha. E há ainda o comércio e os investimentos. Além da pressão diplomática, as doações e relações comerciais podem e devem depender do compromisso com o respeito à liberdade de consciência e ao culto para todos os cidadãos. Em vez de acreditar em histórias exageradas de islamofobia ocidental, é hora de tomar uma posição real contra a cristofobia que contamina o mundo muçulmano. A tolerância é para todos - exceto para os intolerantes.

AINDA VOU ME PRONUNCIAR SOBRE ISSO.


Ministério ou emprego?

Decisão judicial inédita contra Igreja Universal pode mudar entendimento sobre relação trabalhista entre pastores e igrejas.

Por Ana Miranda









Um verdadeiro ninho de vespas acaba de ser aberto pelo Poder Judiciário. Em decisão inédita, a Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) acolheu, em fevereiro, a sentença de primeira instância da 65ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, que reconheceu o vínculo empregatício do ex-pastor Carlos Henrique de Araújo com a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd). A igreja recorreu, mas não houve jeito – a condenação foi mantida, e a Universal terá de pagar ao dissidente uma indenização de R$19 mil. A soma inclui não só os direitos trabalhistas retroativos e multas, mas também indenização por dano moral, já que a Universal acusou Araújo de roubo, sem provas.
Na ação, o ex-pastor narrou tem sido admitido na Iurd em 1999, como administrador, com salário de R$ 2,4 mil. Entre várias outras atividades, ele dirigia cultos, trabalhando de segunda-feira a domingo, em média, de 6h30 às 21h. Além disso, segundo seu depoimento, ainda tinha de bater metas de arrecadação em dízimos e ofertas e seguia rígida subordinação aos superiores. Anos depois, diante do fracasso em atingir as expectativas de arrecadação, o ex-pastor teve o salário reduzido à metade. Rebaixado à função de servente, foi transferido de congregação e ainda acusado de apropriar-se de parte de uma doação de R$ 23 mil.
Processos dessa natureza se avolumam nas Varas do Trabalho Brasil afora. No entanto, tais pleitos têm sido julgados improcedentes reiteradas vezes, com base, principalmente, nas leis 9.608/98 (que regulamenta o serviço voluntário) e 8.212/91, a qual não considera como remuneração o que é pago por entidades religiosas a seus líderes espirituais para fins de subsistência. Contudo, é a primeira vez que um caso obtém sucesso na segunda instância, o que o torna extremamente importante do ponto de vista da jurisprudência – o entendimento judicial que costuma prevalecer em ações da mesma natureza. Não cabe mais recurso.

“NEGÓCIO”
O caso reacende uma questão que tem ganhado força nos últimos anos, sobretudo diante de denominações que baseiam sua mensagem e atuação na arrecadação de dinheiro. “Se é negócio, não se trata de ministério sacerdotal”, frisa o desembargador federal do Trabalho Marcelo Augusto Oliveira, do Rio. Ele diz que, nesse tipo de contexto eclesiástico, o pastor adquire, mesmo, funções de empregado – descaracterizando, portanto, a tese da adesão voluntária por motivo de fé, até agora predominante na Justiça brasileira. No caso de Araújo, as provas apresentadas confirmaram a exigência do cumprimento de metas financeiras, o que, segundo o magistrado, distingue a função por ele exercida do ministério religioso – “Além disso, ele era tratado como funcionário, sem autonomia, sujeito a horário de trabalho e a punições.”
“Se a igreja se comporta como uma empresa, com metas e tudo o mais, deve ser encarada como tal e, por isso, torna-se passível de ações trabalhistas”, concorda o advogado Gilberto Ribeiro dos Santos, vice-presidente do Instituto de Juristas Cristãos do Brasil. Especialista na orientação jurídica a igrejas, ele alerta que a decisão do TST pode mudar muita coisa: “Todos os processos que tiverem o mesmo conjunto de fatos irão acompanhar essa decisão.”
O pastor batista Edmar Xavier não se sente um mero funcionário de sua congregação. “Apesar de receber todos os benefícios de um trabalhador normal, isso é uma generosidade, e não obrigação da igreja”, pondera. Ele enxergou justiça no caso de Carlos Araújo. “É a mesma coisa que trabalhar em uma loja de roupas e ter de vender tanto em mercadorias. Aí,[o pastor] tem todo o direito de acionar a ‘empresa-igreja’”. No entanto, prefere que seu trabalho tenha caráter apenas espiritual. “Meu patrão é Deus”, encerra.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

MENSAGEM DA SEMANA

Meus amados bom dia. Este é mais um dia que o Senhor nos dá para louvarmos Seu Nome e vivermos Sua Plenitude. Esta semana é aniversário da Batista Central, e será durante a semana toda. Desde que cheguei de viagem de Israel e do Haiti não consegui parar. Além do mais a situação do meu pai se agravou muitíssimo, falência renal, pneumonia etc. Temos nos desdobrado como igreja e família, mas temos visto o Senhor nos sustentar com braço forte e socorro sempre mais que presente, que o diga minha MÃE.
Por isso não tenho postado e nem atualizado meu blog nem o FaceBook.
Todos os cultos tem sido transmitidos ao vivo pela internet.
Contamos eu, a familia, e a Igreja com suas orações!
Beijo no coração, e que Deus te abençoe nesta semana.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

ALERTA

RECEBI POR EMAIL DE UMA DE NOSSAS PASTORAS.
CONCORDO QUE ALGO PRECISA SER FEITO PARA QUE POSSAMOS AUTOREGULAMENTAR NOSSO SEGMENTO.
O QUE ME ASSUSTA É O FATO DE QUE ENTENDO SER O DECRETO LITERALMENTE DIRIGIDO A NOS ATINGIR.
TODAS AS VEZES QUE ESTE GOVERNO TENTOU SE ENVOLVER EM NOSSAS PROGRAMAÇÕES E NOSSO MEIO, AS CONSEQUENCIAS FORAM DESASTROSAS.

UM GOVERNO INAPTO, SOB SUSPEIÇÃO, QUE NÃO TEM CONTRIBUIDO PARA A ORDENAÇÃO DA CIDADE COMO UM TODO, DEVERIA MUITO MAIS SE PREOCUPAR NESSE MOMENTO COM A CRISE DA SEGURANÇA, OU MELHOR, INSEGURANÇA QUE SE ABATEU SOB A CIDADE, A SAÚDE QUE ENTROU EM COLAPSO, O TRANSPORTE PÚBLICO QUE SE TORNOU REFÉM DE SINDICATOS E MARGINAIS CUJAS ATITUDES CHEGAM AO DESCALABRO DA SABOTAGEM DE TRENS DO METRÔ, UM ATO CRIMINOSO QUE COLOCOU EM RISCO A VIDA DOS CIDADÃOS.

NÃO HÁ MAIS ESPAÇO PARA COMUNGARMOS NEM SENTARMOS PARA PARTIR PÃO COM GOVERNANTES. ISSO NOS DESGASTOU E NOS FRAGMENTOU EM DEMASIA.

A FUNÇÃO DA IGREJA EVANGÉLICA E DOS CONSELHOS NÃO RESIDE NA RELAÇÃO NEFASTA QUE CAUSA DESGASTE E CRISES NO NOSSO MEIO.
NOSSA POSIÇÃO TEM QUE SER ACIMA DAS MATERIALIDADES DESTE MUNDO E NOSSA BOCA PROFÉTICA PARA FALAR O QUE DEUS QUEIRA DIZER E NÃO O QUE OS HOMENS QUEIRAM ESCUTAR.

ESSE É MEU POSICIONAMENTO COMO PASTOR E CHEFE DA IGREJA



PÁGINA 4 e 5
Diário Oficial do Distrito Federal Nº 91
quinta-feira, 10 de maio de 2012


DECRETO Nº 33.650, DE 09 DE MAIO DE 2012.
Dispõe sobre a criação de Grupo de Trabalho, com vistas à definição de diretrizes e encaminha­mento de questões relativas à instalação e ao funcionamento de Templos no Distrito Federal.
O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 100, incisos VII e XXVI, da Lei Orgânica do Distrito Federal, DECRETA:
Art. 1º Fica instituído Grupo de Trabalho para realizar estudos com vistas à definição de dire­trizes para solução e encaminhamento de questões relativas à instalação e ao funcionamento de Templos no Distrito Federal.
Art. 2º O Grupo de Trabalho será composto por representantes dos seguintes órgãos e entidades:
I – 02 (dois) representantes da Vice-Governadoria do Distrito Federal;
II - 02 (dois) representantes da Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal - SEPIR;
III - 02 (dois) representantes da Secretaria de Estado de Governo do Distrito Federal - SEG;
IV - 02 (dois) representantes da Coordenadoria das Cidades, da Casa Civil do Distrito Federal;
V - 02 (dois) representantes da Agência de Fiscalização do Distrito Federal – AGEFIS;
VI - 02 (dois) representantes da Secretaria de Estado de Habitação, Regularização e Desenvol­vimento Urbano do Distrito Federal – SEDHAB;
VII - 02 (dois) representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do Distrito Federal - SEDEST;
VIII - 02 (dois) representantes do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal – Brasília Ambiental - IBRAM;
IX - 02 (dois) representantes da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Distrito Federal – SEJUS;
§1º O Grupo de Trabalho será presidido por um dos representantes da Vice-Governadoria do Distrito Federal.
§2º Cada Secretaria de Estado, Órgão ou Entidade integrante do Grupo de Trabalho deverá encaminhar à Vice-Governadoria do Distrito Federal, impreterivelmente no prazo de cinco dias a contar da data de publicação deste Decreto, a indicação de seus representantes e dos respectivos suplentes.
Art. 3º O Grupo de Trabalho poderá convidar ou convocar órgãos ou entidades afetas à matéria integrantes do Distrito Federal ou do Governo Federal.
Art. 4º Compete ao Grupo de Trabalho:
I - proceder ao levantamento das questões relativas à instalação e ao funcionamento de Templos no Distrito Federal, de que trata o art. 1º deste Decreto;
II - requisitar das Ouvidorias dos diversos órgãos da Administração Pública do Distrito Federal, para conhecimento e estudos, cópia de todas as reclamações relativas à instalação e ao funcio­namento de Templos no Distrito Federal, acompanhadas de relatórios e documentos acerca das providências e resultados alcançados.
Art. 5º Fica estabelecido o prazo de 90 (noventa) dias a contar da publicação do presente Decreto, para que o Grupo de Trabalho conclua os trabalhos.
Art. 6º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 09 de maio de 2012.
124º da República e 53º de Brasília
AGNELO QUEIROZ

quarta-feira, 9 de maio de 2012

ATÉ ONDE VAI A LIBERDADE NESTE PAÍS?


Fonte: VEJA.ABRIL.COM.BR
Blog do Reinaldo Azevedo
09/04/12

O combate à homofobia não pode "catolicofóbico", "evangelicofóbico", diferentofóbico". Ou: o movimento gay quer passar de beneficiário da liberdade de expressão à condição de censor?

Escrevi na quinta-feira um post sobre um processo a meu ver absurdo que o Ministério Público move contra o pastor Silas Malafaia. Expliquei ali o contexto. Quando, em junho do ano passado, a passeata gay caracterizou 12 modelos como santos católicos e os levou à avenida para representar situações “homoafetivas”, Malafaia, em seu programa de TV, acusou a agressão à crença de milhões de pessoas e afirmou: “É para a Igreja Católica entrar de pau em cima desses caras, sabe? Baixar o porrete em cima pra esses caras aprender. É uma vergonha!” Explico naquele texto por que é absurda a afirmação de que se trata de incitamento à violência: 1) católicos, enquanto católicos, não agridem ninguém (ao contrário até: vivem sendo moralmente agredidos); 2) o pastor não é um líder daquela religião, por óbvio, e não teria como incitar aqueles que estão fora de seu campo de influência. Obviamente, falava de modo metafórico, opinava em favor de uma reação da Igreja — que, diga-se, ficou bem murchinha…
O post já tem mais de 700 comentários — e devo ter deixado de publicar outro tanto de pessoas que se manifestam com impressionante rancor. Ou, então, que deixam claro não saber como funciona a democracia. Olhem aqui: eu não dou bola para correntes da Internet, não! Zero! Não me intimido com trabalho organizado de lobbies. Penso o que penso. Se gostarem, bem; se não, a Internet conta com milhões de páginas pessoais. Por que ficar sofrendo na minha? Posso não pensar sobre a homossexualidade o que pensa Malafaia — embora, creio, façamos crítica muito parecida à tal lei que pune a homofobia: é autoritária, fere a liberdade religiosa e cria uma categorias de indivíduos acima da crítica.
Muito bem! E daí que eu não pense o mesmo? Devo silenciar diante de uma óbvia tentativa de calá-lo, ao arrepio, parece-me, da lei? Sim, a Justiça vai decidir, mas posso e devo dizer o que acho. Acho que estão recorrendo a uma óbvia linguagem metafórica com o propósito de se vingar de um notório crítico da dita Lei Anti-Homofobia. Entendo que estamos diante de um caso clássico de uso da lei para intimidar ou calar aquele que pensa de modo diferente.
Os grupos do sindicalismo gay fazem uma enorme pressão para que ele seja punido. Venham cá: que parte da cultura democrática essa gente não entendeu direito? Então eles podem pegar símbolos de uma denominação cristã, que têm valor para mais de um bilhão de pessoas, submetê-los a uma, como posso dizer?, “interpretação livre”, mudando ou mesmo invertendo seu sentido moral, mas um líder religioso deveria ser impedido de dizer o que pensa?
Calma lá! É a liberdade de expressão como um valor universal que permite hoje a essas ditas minorias, a esses grupos de pressão, falar, reivindicar etc. O que querem? Coibir a dita homofobia metendo na cadeia quem não comunga de seus valores? Já assisti, em vídeos na Internet, a algumas intervenções de Malafaia na TV. Em nenhuma delas incitava a violência — e duvido que o faça. Ninguém pode obrigá-lo a renunciar à sua fé e aos fundamentos de sua crença. Tampouco me parece decente que se recorra a  um truque para tentar condená-lo. Querem lhe atribuir o que não disse - e que, de fato, seria ilegal - para tentar puni-lo pelo que disse. E que nada tem de ilegal.
Isso, reitero, não quer dizer que eu concorde com ele sobre esse e outros temas. Aliás, ele é evangélico; eu sou católico. Isso significa… divergência!!! Mas não vou condescender com esses que se querem agora policiais do pensamento. Ora, de beneficiário da liberdade de expressão, o sindicalismo gay quer passar agora à condição de repressor, de censor? Não dá!
Também não vale o artifício de fazer eternamente o papel do oprimido para oprimir os outros. Estou entre aqueles que acreditam que há tantos gays hoje (percentualmente falando) como sempre houve.  Uma coisa, no entanto, é certa: a cultura gay nunca foi tão forte, e essa minoria nunca foi tão visível e influente. Virou, por exemplo, pauta obrigatória das novelas — ainda que o tratamento dispensado pelos autores varie bastante. Se notarem, são sempre personagens “do bem”. Uma malvadão gay seria “contra a causa”. Ignorando a letra explícita da Constituição, o STF reconheceu a união estável homossexual, o que praticamente garante os demais direitos — agora é só questão de ajuste da legislação infraconstitucional.
E tudo isso se deu sem uma lei para punir opiniões divergentes. A militância gay não conseguirá mudar na base do berro, da imposição e da perseguição jurídica o entendimento das igrejas a respeito do assunto. Recorrer a truques para punir desafetos, que estão amparados pela liberdade de pensamento e pela liberdade religiosa, é coisa de autoritários. O combate à homofobia não pode ser “catolicofóbico”, “evangelicofóbico”, “diferentofóbico”.
Afinal, qual é a pauta? Reivindicam direitos iguais ou direitos especiais, muito especialmente o de calar aqueles de que discordam?
Finalmente, lembro que as igrejas são pessoas jurídicas de direito privado. Isso, evidentemente, não dá a padres, pastores ou a quaisquer outros líderes religiosos o direito de cometer crimes — e entendo que não tenha havido isso no caso de Malafaia. Faço essa lembrança pensando num outro aspecto.
Líderes religiosos, ainda que possam e devam se posicionar sobre temas gerais da sociedade, sabem que falam principalmente para os fiéis de sua igreja. Daí que seja absolutamente ridículo querer impor às igrejas uma crença oficial ou um conjunto de valores definido em alguma outra esfera, que não a religiosa. Atenção! Isso vale até para a ciência. Uma igreja significa isto: um grupo de pessoas decidiu se reunir para cultivar determinados valores e cultuar aspectos do sagrado. Ponto!
Muito bem! Malafaia recorreu àquela metáfora, incorporada, convenham, à fala popular. Mas o que dizer de José Eduardo Dutra, o diretor da Petrobras que mandou um “enfia o dedo e rasga” para a oposição? A Petrobras não é uma igreja. A Petrobras tem uma dimensão pública. Este senhor foi nomeado pelo governo e está lá para atender aos interesses de todos os brasileiros: petistas e não petistas; cristãos, não-cristãos, ateus e agnósticos; corintianos e palmeirenses; botafoguenses e não-botafoguenses…
Sobre a fala de Dutra, até agora, curiosamente, o Ministério Público Federal não se manifestou.
Que regra está valendo? Seria aquela dos estados autoritários, que resumo assim: “Aos inimigos, nada, nem a lei; aos amigos tudo, menos a lei”?
Por Reinaldo Azevedo

EM PROL DA LIBERDADE

Fonte: TERRA.com.br

EUA: Carolina do Norte aprova emenda que proíbe casamento gay

                                                   Moradora do Estado comemora aprovação da emenda com bolo
Foto: AP

Mediante um referendo realizado nesta terça-feira, os eleitores da Carolina do Norte aprovaram uma emenda à Constituição desse Estado americano que proíbe o casamento entre homossexuais.

Com mais de 64% da apuração concluída, a polêmica Emenda Um obteve 60% dos votos a favor e 40% contra, o que torna esse Estado o 31º dos 50 do país a aprovar uma medida deste tipo.
Grupos pró e contra as uniões entre pessoas do mesmo sexo gastaram mais de US$ 3,5 milhões em suas respectivas campanhas, em um referendo que capturou a atenção nacional.
A iniciativa foi defendida pelo famoso pastor Billy Graham, oriundo da Carolina do Norte. "Em meus 93 anos jamais pensei que precisaríamos discutir a definição de matrimônio", disse Graham em publicação na imprensa. "A Bíblia é clara: Deus define o casamento como (uma união) entre um homem e uma mulher".
Já o ex-presidente Bill Clinton fez campanha contra a emenda, estimando que o texto poderia limitar as liberdades individuais, afetar a economia do estado e prejudicar "sua capacidade de manter boas empresas, criar novos empregos e conservar empresários talentosos".
As organizações a favor da aprovação da emenda, a maioria religiosas, argumentam que esse é um assunto "moral e em nome de Deus", que procura preservar o núcleo familiar.
O resultado do referendo foi uma vitória para os setores mais conservadores do país, em um momento nos qual vem aumentando a pressão sobre o presidente americano, Barack Obama, para que esclareça se apoia ou não o casamento homossexual.
As dúvidas sobre a postura de Obama ressurgiram nas últimas semanas, quando restam seis meses para as eleições presidenciais, e com elas as especulações se o líder americano, se reeleito em novembro, dará seu apoio explícito ao casamento homossexual durante seu segundo mandato.
Em 2008, ainda como o candidato democrata à Presidência, Obama deu seu apoio às uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, mas expressou sua oposição ao casamento. No entanto, no final de 2010, Obama comentou que sua postura sobre o tema "estava evoluindo".
O casamento homossexual é legal nos Estados de Nova York, Connecticut, Iowa, Massachusetts, New Hampshire e Vermont, assim como no Distrito de Columbia, ao qual pertence Washington, a capital do país.
Além disso, no Estado de Washington os casais do mesmo sexo poderão se casar a partir de 7 de junho, e o mesmo acontecerá em Maryland a partir de 2013. Outros cinco Estados (Delaware, Havaí, Illinois, Novo Jersey e Rhode Island) permitem uniões civis entre homossexuais.
Com informações da AFP

sexta-feira, 4 de maio de 2012

E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.
Mateus 28:20






Ele não nos abandonou, nunca nos deixou, e não se permitirá que sucumbamos ante as pressões do mundo.
Torre forte é o nome do Senhor nosso Deus. Ele é fiel primeiramente à Sua própria Palavra. E por isso sua jornada tem a garantia de que, com Ele, você sempre será bem sucedido, ainda que passe pelo vale da sombra da morte, Ele passa com você e te faz atravessar em segurança.
Pense nisso e viva melhor.
Bj no coração.
De Jerusalém diretamente pra vc.